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Os 3 principais desafios da metodologia ágil

Muitas empresas enfrentam dificuldades ao adotar práticas ágeis. Agile surgiu como resposta aos muitos problemas que a metodologia tradicional em cascata trazia para as equipes e os gestores de projetos. Porém, embora busque ajudar as equipes a entregar produtos mais rápido e melhor, também apresenta desafios, principalmente quando é implementada pela primeira vez.

Os projetos de desenvolvimento de software ágil são 16% mais produtivos e 37% mais rápidos. As práticas ágeis oferecem muitos benefícios: maior alinhamento entre departamentos, facilidade de adaptação a novas medidas e prazos de entrega de projetos mais curtos.

As organizações consideram cada vez mais Agile como sua abordagem padrão para entregar software. Este artigo detalha os três principais desafios, obstáculos e barreiras ao adotar práticas ágeis.

1. Falta de compromisso da liderança

Por sua própria natureza, um programa de transformação ágil afeta muitas pessoas da organização. É uma mudança que precisa ser gerenciada de forma eficaz em todos os níveis. Uma das principais prioridades é estabelecer uma relação de trabalho eficaz entre todas as pessoas interessadas no sucesso do programa. Parece simples, mas é difícil de alcançar.

Com frequência, no nível executivo, os limites da comunicação e as dinâmicas políticas resultam em falta de envolvimento. A maioria dos executivos se entusiasma durante a fase inicial desses programas e dos primeiros pilotos. No entanto, sua participação se reduz a reuniões mensais de acompanhamento quando o programa ultrapassa a fase piloto.

O comportamento e as ações dos executivos dão o tom para o restante da organização. Por isso, eles têm a responsabilidade de continuar oferecendo uma visão para o programa, interagir regularmente com os integrantes da equipe e dar espaço à incerteza para que as equipes ágeis mantenham seu compromisso e, por fim, alcancem os resultados desejados para o negócio.

O maior desafio provavelmente seja mudar a mentalidade e a cultura de toda a empresa, porque sempre há pessoas resistentes à mudança, principalmente a uma tão grande quanto adotar práticas ágeis.

Uma estatística interessante é que 61% das pessoas que passaram a adotar práticas ágeis sugerem que as empresas se concentrem nas pessoas e na cultura da empresa como objetivo principal da gestão da transição.

Os líderes precisam abordar a transição de forma proativa, mostrar os benefícios de uma abordagem ágil e oferecer treinamento e recursos suficientes para que os funcionários entendam não só como a mudança vai funcionar, mas também os motivos para realizá-la. Os líderes precisam adotar práticas ágeis e dar o exemplo, sendo transparentes e buscando feedback e diálogo com suas equipes. Também devem incentivar a sincronização diária das equipes para que todos estejam alinhados.

2. Pessoas e cultura

Embora a maioria das organizações tenha vários tipos de cultura, costuma existir um — “a forma como fazemos as coisas aqui” — que influencia a grande maioria das pessoas da organização. Em organizações com estruturas matriciais rígidas e hierárquicas, alcançar agilidade é muito difícil. As pessoas têm medo, menos iniciativa e pouca motivação. A alta gestão e os chefes normalmente têm a chave para as próximas ações, decisões e inovações.

Nesses ambientes, promover práticas ágeis exige mais do que treinamento e orientação. De acordo com a maturidade da organização para lidar com mudanças, são necessárias técnicas de gestão para introduzir, estimular e consolidar os processos ágeis.

As práticas ágeis são muito úteis para os departamentos de recursos humanos recrutarem, avaliarem e promoverem funcionários. Agile é uma boa forma de trabalhar porque permite que os projetos se beneficiem das pessoas certas que tomam a iniciativa, em vez de depender de descrições de cargos desatualizadas ou de determinados papéis. As pessoas vão tomar a iniciativa porque se sentem confiantes e têm experiência na área do projeto, além de práticas de colaboração com colegas igualmente apaixonados pelo trabalho.

Essas pessoas beneficiam o projeto porque são mais motivadas por um projeto ou desafio interessante e por trabalhar com uma equipe ou líder específico do que pela remuneração ou por benefícios financeiros. As empresas ágeis devem atualizar seus programas de reconhecimento e desempenho para atender às necessidades do desenvolvimento em equipe.

3. Falta de experiência e treinamento inadequado

Se sua equipe não tem experiência com Agile, implementá-la pode ser muito difícil. Não se pode esperar que pessoas acostumadas a trabalhar de uma maneira específica mudem seus hábitos de repente e se tornem especialistas em Agile sem treinamento adequado.

No entanto, muitas vezes o treinamento não é suficiente e a empresa precisa estar aberta a fazer algumas mudanças.

Uma equipe ágil é formada por um Scrum Master, muitas vezes conhecido como líder da equipe, cuja função é garantir que a equipe conheça e utilize os princípios de Agile, um product owner e os demais integrantes. Se a empresa não tem alguém qualificado para assumir o cargo de Scrum Master, talvez precise contratar uma nova pessoa. Isso significa que o departamento de recursos humanos precisa conhecer exatamente as qualidades de um bom Scrum Master para encontrar alguém adequado para o cargo.

Conclusão: os 3 principais desafios da metodologia ágil

Uma transformação ágil em qualquer empresa exige tempo e determinação. As organizações prontas para aceitar as mudanças são aquelas que tomam medidas para aprender, desaprender e reaprender novos processos e uma forma ágil de trabalhar.

Não é uma decisão de tudo ou nada. As organizações ágeis precisam estruturar o programa de transformação em iterações com objetivos claros e KPIs alinhados às metas de desempenho da organização. Os altos executivos são responsáveis por promover uma cultura em que os erros sejam tratados como aprendizados e os funcionários sejam incentivados a inovar.

“Os 3 principais desafios da metodologia ágil” by Gimena Aguerreberry is licensed under CC BY SA. Source code examples are licensed under MIT.

Foto de Irfan Simsar.

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