Soluções centradas nos usuários: acessibilidade web e Smalls Jazz Club

O design e o desenvolvimento web centrados no usuário focam nas suas necessidades e consideram decisões sobre o produto pela sua perspectiva. Isso inclui criar sites que pessoas com deficiência possam navegar facilmente para alcançar seu objetivo. Quando um dos nossos clientes atuais, Smalls Jazz Club, pediu ajuda para tornar seu site mais acessível a usuários com deficiência, ficamos animados para começar o trabalho.
Sobre o cliente
Localizado em Greenwich Village, Nova York, Smalls Jazz Club apresenta shows de jazz ao vivo todas as noites. Por causa da COVID-19, atualmente os realiza sem público e transmite ao vivo; você pode ler mais no New York Times. Além das transmissões, o site inclui informações sobre próximas apresentações, uma loja de produtos do Smalls e músicas dos artistas, e um arquivo de gravações de áudio e vídeo de apresentações anteriores disponível para assinantes. Nosso desafio foi garantir que todas essas funcionalidades fossem acessíveis a usuários com deficiência e compatíveis com tecnologias assistivas, como leitores de tela.
Nossa abordagem
Para não deixar de considerar nenhum tipo de usuário nem suas necessidades específicas, recorremos às Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.1, publicadas pela Iniciativa de Acessibilidade Web em junho de 2018. Elas ajudam a criar sites acessíveis a pessoas com deficiência, incluindo “cegueira e baixa visão, surdez e perda auditiva, movimentos limitados, deficiências da fala, fotossensibilidade e combinações dessas”. 1 WCAG 2.1 organiza a acessibilidade em quatro princípios gerais: o conteúdo deve ser perceptível, operável, compreensível e robusto. Nós os usamos para organizar a atualização das adaptações do site do Smalls.
Perceptível
Segundo WCAG 2.1, o conteúdo deve ser apresentado de uma forma que os usuários possam percebê-lo: “não pode ser invisível a todos os seus sentidos”. 2 Por exemplo, informações não devem ser comunicadas apenas por uma imagem, pois isso não é acessível a pessoas cegas. Também devem ser transmitidas como texto para que um leitor de tela as detecte.

Um dos principais focos da atualização foi tornar o conteúdo perceptível a usuários cegos ou com visão parcial. Uma medida importante foi incluir sistematicamente textos alternativos de qualidade nas imagens. Navegadores de texto usam esses textos, que normalmente não aparecem na página, a menos que a imagem não carregue. Leitores de tela os detectam, tornando-os uma excelente ferramenta para oferecer descrições breves e específicas das imagens a usuários cegos. Além de facilitar a acessibilidade, permitem usar palavras-chave e melhorar o SEO. 3
Também verificamos se os leitores de tela detectavam a ordem correta de leitura para que usuários cegos entendessem a organização da página. Evitamos a reprodução automática de áudio ou vídeo, pois pode interferir no leitor.
Além disso, buscamos tornar o conteúdo distinguível para usuários com baixa visão ou daltonismo. Garantimos que todo o texto mantivesse sua qualidade ao ser ampliado até 200% e se destacasse do fundo com a relação de contraste recomendada.
Operável
Um site acessível inclui adaptações que permitem a usuários com deficiência operar a interface e navegar. É essencial que ela não “exija uma interação que o usuário não possa realizar”. 4 Trabalhamos para disponibilizar todas as funcionalidades do Smalls pelo teclado.
Outra medida importante é oferecer títulos de páginas e rótulos de botões e links claros e descritivos, para que quem usa leitores de tela sempre conheça seu propósito. Revisamos o site e verificamos se traziam as informações adequadas para orientar os usuários. Agora é mais fácil encontrar e reproduzir vídeos das apresentações no arquivo.
Compreensível
Os visitantes também precisam entender as informações e como usar a interface para alcançar seu objetivo. As páginas devem ter uma organização lógica e consistente para que saibam o que esperar ao navegar. Devem conseguir prever como o site responderá às suas ações. Ele também deve “ajudar a evitar e corrigir erros” com instruções, sugestões e mensagens de erro claras. 5
Ao avaliar esse princípio, identificamos que o formulário de pagamento precisava de melhorias. Nós o reformulamos para que leitores de tela pudessem ler os rótulos e as legendas. Também garantimos que mensagens de erro aparecessem consistentemente quando um valor inválido fosse enviado e que o leitor sempre as anunciasse, para que o usuário soubesse como corrigi-lo. Assim, uma pessoa cega ou com baixa visão pode usar todas as funcionalidades, incluindo patrocinar um artista ou assinar o arquivo de apresentações gravadas.
Robusto
O último princípio determina que os sites devem “maximizar a compatibilidade” com tecnologias assistivas para que o conteúdo continue acessível quando elas forem atualizadas. 6 Para garantir isso, testamos sistematicamente como essas tecnologias, especialmente leitores de tela, processavam o conteúdo de cada página. Queríamos que o site continuasse compatível conforme evoluíssem.
A acessibilidade importa
Sites acessíveis beneficiam organizações e usuários. Ficamos felizes em ajudar Smalls Jazz Club a alcançar melhor seu público e continuar realizando sua visão de ser um lugar onde prosperem a música jazz, a cultura e a comunidade. A central de doações do site já teve grande sucesso: recebeu até uma doação de $25,000 do cantor e compositor Billy Joel.
Gostamos do desafio técnico de abordar o site pela perspectiva de usuários com deficiência e planejamos continuar trabalhando com acessibilidade web em projetos futuros.
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Resumo, Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web 2.1, Iniciativa de Acessibilidade Web, 5 de junho de 2018. ↩
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“Entendendo os quatro princípios da acessibilidade”, Entendendo WCAG 2.1, Iniciativa de Acessibilidade Web, 21 de junho de 2019. ↩
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“Como escrever bons textos alternativos para imagens web”, de Jennifer Kyrnin, Lifewire, 16 de junho de 2019. ↩
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“Entendendo os quatro princípios da acessibilidade”, citado acima. ↩
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“Diretriz 3.3: assistência na entrada de dados”, Como atender à WCAG (referência rápida), Iniciativa de Acessibilidade Web, 12 de junho de 2019. ↩
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“WCAG 2.1 em resumo”, Iniciativa de Acessibilidade Web, 5 de junho de 2018. ↩